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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Depressão pós-núpcias, pode?

Pode, de acordo com essa matéria aqui. A reportagem afirma que muitas noivas ficam mais preocupadas com a festa em si do que com o enlace propriamente dito. Eu também acho que, na maioria das vezes, é isso que acontece e a maior prova disso é o aquecimento do mercado casamentício. Nunca se ouviu falar tanto em casamento e nunca se pensou em tantos detalhes, mimos e frufrus. Antes casava e pronto, hoje a noiva acha mil diferenças entre um rosa e ourto, fica horas pensando na dobradura do guardanapo, na paleta de cores, na identidade visual do casamento...estão vendo? Quem ouvia falar disso pouco tempo atrás? Hey, eu não estou me incluindo fora dessa, que fique bem claro, eu criei até um blog para falar de um dos meus assuntos preferidos. Deve ser estranho para algumas pessoas entenderem esse mundinho das noivas, casamentos, lua de mel, sim, eu sei, para mim é muito, muito estranho entender como uma mulher não quer casar e ter filhos. 


Se você casou e está sentindo um desapontamento e um vazio é melhor procurar ajuda, pois esses são sintomas da depressão pós-nupcial. Um dia eu disse para a minha terapeuta "acho que vou ter depressão depois do casamento" e confesso que me preocupei quando ouvi ela dizer "aham". Quem já fez terapia deve entender quando eu digo que fiquei apreensiva com o "aham". Que nada, ela sempre diz que a vida é assim mesmo: hoje o casamento, amanhã o apartamento, depois os filhos, aí a reforma do apartamento...


Casar é um sonho antigo, de quando eu era criança, aquela coisa de vestido, véu e grinalda isso tudo vem antes do Mateus, realmente, mas depois de conhecer ele é que descobri o verdadeiro sentido do sim dito no altar, porque eu queria muito ter uma festa, claro! Mas tenho certeza que meu coração vai sair pela boca quando a porta da Igreja abrir e eu estiver no altar ao lado dele porque será nosso compromisso diante de Deus e das pessoas que mais amamos, será na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, será por todos os dias das nossas vidas. E só...


Google
Achei uma reportagem bem legal sobre assunto na Marie Claire, traz depoimento de mulheres que passar por isso e superaram o problema. Para ler, clique aqui. E olha o dado que a matéria traz: nos Estados Unidos, onde o fenômeno é conhecido como post wedding blues, estima-se que 5% das recém-casadas apresentem um grau avançado de tristeza. Mas nada de pânico, uma escritora america, autora de livro sobre o assunto diz que este é um sentimento normal.

segunda-feira, 14 de março de 2011

10 meses

Não existe amor a primeira vista. Existe encantamento, atração, algo mais...e tudo isso eu só fui sentir pelo Mateus na quinta vez que o vi (cinco breves encontros em três anos, eu acho). Ele era colega de faculdade de uma amigona minha do colégio, a Elisa (que, claro, é nossa madrinha junto com o também colega de faculdade e namorado dela, Cássio).

O "algo mais" aconteceu durante uma festa de formatura da Farmácia (que eu quase não fui). Dançando um forró pintou um clima...um encantamento, digamos assim. Lembro que vimos um casal de amigos discutir feio, o guri deixou a menina no meio do salão (cena forte) e o Mateus falou: "por isso que eu não namoro" e eu emendei "é, eu também". Passou. Dias depois ele me adicionou no msn, orkut e fomos nos falando, nos falando. Chegaram minhas férias e eu fui para o Rio de Janeiro e São Paulo. E nós nos falando pelo msn. Sabe aquele começo gostoso? Tipo quatro horas de bate-papo na internet, descobrindo várias coisas em comum, trocando ideia, fazendo aumentar ainda mais o interesse? Foi assim...depois de um mês eu voltei e nos encontramos. Foram três encontros até o pedido de namoro, sabia que seria assim. Não poderia ser diferente.

Sabia que ele seria meu namorado, não meu marido. Também não acredito naquela máxima "quando conheci fulano, sabia que ia me casar com ele". Comigo não. Em setembro desse ano vamos fazer cinco anos de namoro, esse papo de casamento começou uns dois anos atrás, na metade de 2009*. Só que para casar não tem só que amar, tem que respeitar, conversar, trocar, relevar, (re) considerar, dividir, ignorar, aceitar, somar, ouvir, discutir, abstrair, compreender, entender...Sorte de quem, assim como eu, já encontrou alguém especial e está a 10 meses do dia mais feliz da sua vida. S2

Para quem ainda não encontrou, não se preocupe, é só uma questão de tempo. É sério!

Eu quando peguei o buquê no casamento da Mari. No vídeo aparece eu perguntando para o Mateus "e agora, e agora?" Que pressão que nada, o importante é conquistar o que deseja.   "Yo no buscaba nadie y te vi"
* Uma história engraçada foi quando a minha vó, no início de 2009, me falou: "então, vais ficar noiva no final do ano? Tua mãe me contou". Eu respondi "tá louca, claro que não. Sem chances de eu noivar, imagina...". Realmente não sabia que seria pedida em casamento, muito menos que a proposta seria feita aos pés do Cristo Redentor. Acho que tudo isso foi uma intuição da minha mãe, pois o Mateus realmente não tinha comentado com ela que noviaríamos naquele final de ano (e naquela época ele nem sabia mesmo).